Empresários da indústria voltam a ficar pessimistas pela primeira vez em 20 meses - segundo CNI

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20/01/2025

O Índice de Confiança do Empresário Industrial   caiu 1 ponto em janeiro de 2025, marcando 49,1 pontos, segundo dados da Confederação Nacional da Indústria   divulgados nesta quinta-feira, 16. Esse resultado representa a quarta queda consecutiva no indicador, que já acumula um recuo de 4,3 pontos desde setembro de 2024.

Com o índice abaixo dos 50 pontos, os empresários passaram de um estado de neutralidade, observado em dezembro, para um estado de falta de confiança. Segundo a CNI, a última vez que o ICEI registrou pessimismo no setor foi há 20 meses, em maio de 2023.

Queda de confiança pode afetar decisões estratégicas

“A falta de confiança tende a levar os empresários a adiarem decisões relacionadas a investimentos, aumento de produção e contratações. Isso se deve à expectativa por um cenário econômico mais favorável. No longo prazo, uma melhora na confiança pode se traduzir em decisões de negócio mais robustas”, explicou Marcelo Azevedo, gerente de Análise Econômica da CNI.

A pesquisa, realizada mensalmente pela CNI, contou com a participação de 1.232 empresas, sendo:

  • 469 de pequeno porte;
  • 459 de médio porte;
  • 304 de grande porte.

Os dados foram coletados entre os dias 7 e 13 de janeiro de 2025.

Pessimismo contrasta com projeção de crescimento

Apesar do pessimismo apontado pelo ICEI, a CNI projeta que o Produto Interno Bruto (PIB) do Brasil deve crescer 2,4% em 2025, conforme estimativas divulgadas em dezembro de 2024. Porém, o presidente da confederação, Antonio Alban, expressou cautela sobre o futuro.

“Espero que estejamos errados e sejamos positivamente surpreendidos, assim como aconteceu em 2024. No entanto, alguns cenários para 2025 são mais preocupantes diante das condições atuais”, afirmou Alban durante uma entrevista coletiva.

No momento, a confiança dos empresários segue como um fator crucial para determinar os rumos da economia brasileira nos próximos meses.

[Grifar]: Os empresários passaram de um estado de neutralidade, em dezembro, para um estado de falta de confiança, em janeiro.

Fonte: Exame

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